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Mostrando postagens de Maio, 2009

Leia.

L E R
L E I A
I A
A

Léia, teia, "tutaméia"? Outras tramas e dramas podem ser construídas. Bem verdade que algumas são até infames. O ato de ler é transformador. Lemos o mundo ao nosso redor, sem esforços. Contudo, há sempre um hífenzinho aqui e acolá doido para escapar. Quando escapa é como uma represa cujas comportas são abertas. Eu tenho meninas. Vê-las correr em um parque enche os olhos d'água.


Aparece


Poesia é como gente
Salta, corre, dança. Inventa a contra dança
Trança.
Faz drama e graça.
Como gente que vive
A fôrma forma
Toca noutra gente
Deforma transforma
Fala diferente
Para não deixar de ser arte gente
Diz aos outros
Aquilo que a gente não fala. Sente

São Paulo, 12 de Agosto de 2000
Geraldo de Santana Santos
( A Elisa…
O texto abaixo for escrito em 1994. Eu estava cursando o segundo ano da faculdade de Letras. Isto dito, não é necessário mencionar a fonte de inspiração. Mas literatura, (que atrevido eu sou) é linguagem e linguagem é resultado da interação humana... os livros nos inspiram, entretanto nosso chão de cada dia também deixa levantar sua poeira. Após a leitura deixe seu comentário: se ruim, piegas, trash... não deixe de comentar.


Uma linha

Não! Não senhora.
Nós não estávamos desprovidos senão de apenas dois olhinhos.
Sim. O que mais vi foi o eterno vir mesmo assim desconecto do porvir.
E agora o que interessa, enfim, são como se formaram tão lindos e límpidos em mim.
Peguei um pé, sim, um pé de rosa-jasmim e rasguei o que dela gotejava.
Ficou então pasma olhando a imensidão do Rio. Corria os olhos, sem brilho algum, via aquela entorpecente tarde desfulgurando suas bandeirolas, suaves alamedas cheias de arvoredos, calçadas espaçosas, casarões murmurantes. Folhas secas caídas ao chão misturavam-s…

Maria Amélia!

Hoje, 2/5/2009, minha mãe completa 70 anos. Mamãe como é o hábito lá de casa. Ela costuma dizer que nasceu num dia e casou-se no outro – três de maio. Belo trocadilho. Meio infame, mas não assustador. Explico: se repararmos que se trata de alguém nascida na terceira década do século passado, quando os cartórios não eram tão acessíveis, esse fato não seria corriqueiro. Bem, entenda que, por mais maluco que possa parecer, minha mãe e tantos outros nascidos naquela época não nasciam em um dia e casavam-se no outro. Se eu não estou equivocado isto é coisa da Idade Média. No Brasil houve o que se chama Idade Média? Ter acesso ao cartório era difícil. Mas não vem ao caso remexer no passado uma vez que “... em Roraima, por exemplo, 40,1% dos nascidos em 2007 não teriam sido registrados, enquanto no Amapá, o percentual chegou a 33,3%” Barbárie? Imagine há 70 anos atrás quantos homens e mulheres nasciam, produziam, casavam-se, tinham filhos, netos, morriam e sequer passavam pela porta do c…

estreia no blog

Para marcar minha estreia, peço licença e tomo por empréstimo as palavras do Pastor Ricardo Gondim. Faço isto por admiração e reconhecimento de que, em meio a não muitas vozes sinceras que expressam o desejo de ver o reino de Deus implantado na sua integralidade, os textos desse servo de Cristo contém a marca do não conformismo com o sentar-se em um banco e "merendar" a palavra de Cristo. Este texto é uma síntese do que eu penso sobre o Evangelho de Jesus Cristo; os dilemas do Homem contemporâneo e, sobretudo, porque nele há uma reflexão sobre minha condição de homem cristão, que tenho esposa e duas filhas, uma profissão, sou nascido e criado num país de profundos abismos sociais e, ainda, convivo com centenas de jovens e adultos que precisam muito mais do que uma cordial saudação.

Para não viver em vão Clint Eastwood produz e dirige filmes densos, especialmente os que lidam com o abuso de crianças. Gostei da trama de “A Troca” (“Changeling”), baseado em …