quinta-feira, 16 de julho de 2009

Hoje

O pai de Michael Jackson morreu?


O segredo do sucesso de muitas famílias está em alimentar, em sua prole - quanto maior melhor -, as melhores possibilidades de obter sucesso.
Eu não vi o "showneral" do astro. Entretanto, alguém comentou que os astros que por lá passaram para o último adeus ao rei, não cumprimentaram o pai do falecido. Por razões óbvias, alegou o público. Chicoteava o pobre menino para que fosse um artista disciplinado, impecável em todos os pontos de vista. E Michael o foi. Você dirá: o que se quer de alguém que cometeu tal brutalidade?
Quantos pais não enfiam seus filhos em academias, cursos de idiomas, escolinhas de futebol, etc. não só para ocuparem seu tempo, mas também para que ele tenha, no futuro, melhores chances. É diferente do pai do rei do pop, você dirá.
Pense na real condição econômica e cultural desse pai e de seus pares (os negros nos EUA) há cinquenta anos: segregação racial, limitações financeiras, incertezas. O único legado que esse pai tem é o de seus antepassados - chicoteados e humilhados, por vezes vítimas da KKK. Motivo: ser negro.
De positivo soava no ar os acorde dos músicos e cantores de jazz - Nat King Cole, Miles Davis, Herbie Hancock etcoetera como a grande marca no cenário americano embreagado com o sucesso do pós-guerra. Esses sons emergiam com uma vitalidade impressionante capaz de aproximar não só os negros, mas também os brancos para ouvir e aplaudi-los. Era uma das grandes chances que o jovem negro tinha: tornar-se pastor - batista, assembleiano -, ou tornar-se músico. Sair do Alabama, emigrar para Chicago como um reputado cantor ou músico.
Nat King Cole casou-se aos 17 anos "embora ainda nem tivesse completado 18 anos, ele se casou com Nadine Robinson, no meio da turnê, em Michigan. Ao chegar em Los Angeles, finalmente, decidiram ficar. Ali Nat poderia entrar no mercado musical pela porta da frente." O ano é o de 1937.
Não fique comovido. Esta não é a história oficial dos Joseph Jackson. É um apanhado de indícios históricos que nos ajuda a entender um pouco da história humana que se repete, ecoa na América do Norte, Europa, América do Sul...
Jesus disse, para aqueles "justos" que apedrajavam a mulher surpreendida em adultério: "atire a primeira pedra... O final da história todos nós conhecemos.
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