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O professor e a cegueira*

Não é novidade o trabalho fotográfico realizado por portadores de necessidades especiais, com destaque para os cegos. Aqui mesmo na folha, por volta de 2003 (não tenho exatidão) foi publicado um material sobre Evgen Bavcar. Em visita ao Brasil, despertou uma legião de fãs ao falar sobre seu trabalho e a cegueira (http://photos.uol.com.br/materia.asp?id_materia=312). Unindo a experiência desse homem singular e as técnicas da Fotografia Pinhole muitos professores na rede pública estadual, com destaque para os de Arte, mas não só esses, desenvolvem atividades com seus alunos regularmente. Tem um trabalho belíssimo a despeito de suas condições - para desenvolver uma atividade como essa -. Permanecem no subsolo da rede de educação, não são entrevistados, badalados, por que?
Conheço uma professora que faz e acontece dentro da sala de aula/unidade escolar... mas será muita covardia minha falar apenas dela: seu trabalho existe porque tem o apoio (moral/ético/profissional) de dezenas de colegas dentro da unidade.
O sindicato é a entidade representativa da categoria: a FIESP é representativa de uma categoria. É oportuno dizer que eles também manifestam-se, e muito! Dimenstein, esse espaço é seu. Você tem o direito de falar sobre qualquer assunto, inclusive destacar suas simpatias a esse ou aquele grupo/indivíduo. Os professores não podem ter representatividade? São errados por que são professores ou por que se fazem representados?

*Comentário sobre texto de Gilberto Dimenstein com título “Professor ensina cego a ter visão.”

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u708578.shtml
Acesso: 18 mar 2010 .

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