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Revolução silenciosa

Ao que tudo indica está a caminho uma revolução silenciosa, consistente e persistente. 53,5% dos negros brasileiros já estão na classe média é o título da reportagem de Fernando Dantas no caderno de Economia do Estadão de hoje, 28 de março de 2010. No corpo da reportagem sobre estudo do pesquisador da FGV, Marcelo Neri, há pistas de que a inclusão social do homem/mulher negro/a está em processo irreversível. O pesquisador não consegue definir se o conjunto de ações afirmativas – lei de cotas, presença de pessoas negras em cargos de destaque no governo Lula [ min. Joaquim Barbosa, ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro, ministro de Esportes Orlando Silva Junior]entre outros, acentuou ou não o aumento da proporção de chefes de família negros e mestiços entre 1998 e 2008. Apesar das conquistas os chefes de família negros na zona de perigo (pobres e indigentes) ainda somam 70% da população brasileira. É possível crer em uma sociedade menos desigual, com oportunidades para todos, sobretudo para aqueles cujos pais foram sequestrados do convívio de seus ente queridos para uma terra distante da sua, para o distanciamento e a negação de sua identidade social, cultural, religiosa e condenados ao trabalho escravo durante séculos.

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