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América!

Pensar o Brasil como um dos países mais distantes dentro de seu próprio continente: qual significado queremos que ele tenha ou passe a ter na eleição de um projeto de governo: é importante que o Brasil aproxime-se de seus vizinhos como império ou como igual - respeitador da soberania do outro? O Brasil já pode partilhar suas conquistas emancipatórias desde formas de governos totalitários à condução de sua economia e solidificação de processos nos quais evidencia-se a inclusão dos menos favorecidos - os rumos para redução da miséria, aprofundamento dos meios de inserção social?

Um exercício fundamental neste momento histórico nosso. É importante exercitarmos o olhar não apenas para a Europa ou EUA, mas enxergar, aceitar o outro, o vizinho [argentino, paraguaio...] não como excêntrico, mas como alguém pertencente a uma cultura, língua e civilização muito próxima da nossa. Nesse sentido, também refletir, assim como eles, nós fomos arrancados de nossa pátria (os negros) e expulsamos aqueles legítimos donos da América do Sul.

Penso que é um trabalho marcante, mas fora dos debates dos grandes veículos de comunicação ou até mesmo dos cursos universitários. Vamos à luta! Discutir a América Latina para além de suas fronteiras: uma América dinâmica, múltipla em sua formação cultural; gente inteligente para além dos estereótipos impingidos pelo colonizador. Um continente que não despreza seu passado, mas é capaz de idealizar seus próprios rumos, construir os sonhos de seu povo, de sua gente.

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