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Mostrando postagens de Março, 2011

Festa, que festança!

Carnaval é festa do demônio. Este mantra é repetido nas igrejas evangélicas – das mais liberais até, evidentemente, às mais conservadoras, tradicionalistas. É uma afirmação que ecoa ao lado de outra muito famosa: “o diabo é o pai do rock”, o que leva a acreditar que toda e qualquer dança, principalmente aquelas com movimentos mais intensos, é em homenagem ao pai do rock.

Ao que me parece o entendimento sobre a paternidade do rock tem sido contestada nos tribunais das próprias igrejas (neo)pentecostais ou tradicionalistas. Em favor de todas elas os advogados têm argumentado, perante os jurados, que o criador da música não é ninguém menos do que o Todo Poderoso, e, se não bastasse, fora roubado por um anjo, devidamente punido por esse ato. Tem havido aceitação consensual na argumentação de modo que surge espaço para outras manifestações artísticas no interior dos templos.

Todavia, noto que não existem posições acintosas contra o carnaval como existe em favor dos gêneros musicais…

O mar.

O céu não é o mar;

No céu não está o mar.

Agora olhe o mar e veja se no céu

Está o mar. Omar março marco arco barco.

Embaço olhar o mar e ver o céu salpicando nos olhos,

cabelos e pele a espera da espuma que flutua com o ar. Ah! O ar molemente

dança do poente até o nascente e vê todas as claras ondas roendo as pedras

duras, dura, dura durante a transmutação da rocha em parte do mar.

A pedra parte e integra-se à sua outra parte. Seu mar.