domingo, 10 de abril de 2011

Carta do gerente aos membros do clube – seção AL.

Senhores membros,

Quero ser breve, objetivo. Conforme circular, inadvertidamente publicada, venho por intermédio desta reforçar a urgência de não perdermos de vista o comprometimento e empenho de todos ratificado em nossos encontros. Não obstante, temos encontrado falhas imensas as quais, devo dizê-los com tristeza, nos custarão muito. São elas:
Por que ainda não conseguiram privatizar o ensino nos estados do Sudeste brasileiro? Não adianta tro-ló-ló como resposta. As condições estão dadas. Até a ajuda de um desequilibrado surgiu e ninguém está tirando proveito. As universidades públicas continuam sendo as melhores: vocês conseguem enxergar que este dinheiro poderia ser nosso? O ataques aos professores tem diminuído!

Por que as emissoras líderes em audiência já não conseguem emplacar níveis de participação tão grandes quanto 10 anos atrás? É preciso dizer com maior veemência que internet custa caro. As pessoas deixarão de comer para pagar conta de banda larga, pagar prestação de computador? Precisamos publicar mais estudos, de especialistas, reforçando a necessidade dos filhos dos pobres tomarem cuidados com o uso do computador;

Precisamos de pessoas, qualificadas no estrangeiro, argumentando em programas televisivos, sobre o mal que existe em fazer caminhadas: é mais conveniente consumir medicamentos de nossos parceiros farmacólogos, que os planos de saúde são mais seguros dos que os hospitais públicos, que a corrupção só vai desaparecer no dia em que assumirmos as redes de saúde em sua integra, que o sistema de transporte público tende a melhorar em cidades como São Paulo a partir dos planos de privatização das linhas do metrô e o fim do bilhete único – os trens e metros atrasam porque o bilhete único no bolso de muitos passageiros atrapalha os satélites ;

A inflação precisa voltar ao Brasil - nossos bancos estão descapitalizados. Vai faltar minério de ferro porque a China já tem suas reservas estabilizadas. Precisamos repetir o ano de 2008.

Por fim, nos veículos de comunicação de massa – de massa – não podem deixar que opiniões destoem de nossos objetivos: não publiquem os reais motivos do bombardeio à Líbia; a divisão do Sudão; que a Grécia entrou em colapso porque a população foi às ruas contra a privatização do ensino; que professores em países com PISA alto, tem salários ótimos, poucas horas trabalhadas e desfrutam de ano sabático. Ao que me parece a entrada dessa guerrilheira deixou todo mundo disperso. Não podemos perder o foco. Repito, precisamos repetir o ano de 2008.



Best regards.

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